Tesouro Direto: taxas disparam com cessar-fogo em risco após apreensão de navio iraniano
As taxas do Tesouro Direto operam em alta nesta segunda-feira, revertendo o alívio da sessão anterior. O movimento reflete a nova escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, que colocou em xeque o cessar-fogo anunciado na sexta-feira. A apreensão de um navio iraniano pelos EUA levou Teerã a declarar que não voltará à mesa de negociações, reacendendo a aversão ao risco nos mercados de renda fixa.
A alta foi disseminada em toda a curva de juros. O Tesouro Prefixado 2029 avançou para 13,22%, enquanto o Prefixado 2032 subiu para 13,49%. Nos títulos longos, o Prefixado com Juros Semestrais 2037 foi negociado a 13,62%. Nos títulos atrelados à inflação, o movimento também foi de abertura: o IPCA+ 2050 subiu para 6,83%, e o IPCA+ 2060 com juros semestrais avançou para 6,99%, registrando a maior alta em pontos-base entre os papéis de longo prazo.
A pressão sobre os títulos públicos sinaliza uma rápida reprecificação do risco geopolítico no Oriente Médio, com foco renovado no Estreito de Ormuz. O impasse nas negociações e a possibilidade de novas retaliações mantêm os investidores em alerta, buscando proteção em taxas mais altas. O cenário coloca pressão adicional sobre a curva de juros doméstica, que agora incorpora o prêmio de risco de uma crise internacional em desenvolvimento.