Greve de caminhoneiros mantém porto de Quequén paralisado, travando US$ 450 milhões em grãos argentinos
Um pequeno grupo de caminhoneiros mantém o bloqueio ao porto de Quequén, na Argentina, travando as exportações de grãos do país. A paralisia persiste mesmo após a maioria do setor de transporte ter aceitado novas tarifas, em um movimento que já atrasou embarques no valor de pelo menos US$ 450 milhões. A Câmara de Portos do país confirmou a continuidade da interrupção nesta segunda-feira, destacando a resistência de uma facção do sindicato.
A greve começou em 7 de abril, quando caminhoneiros bloquearam o acesso aos portos de Bahia Blanca e Quequén. A principal demanda é por aumentos nas tarifas de frete, uma reação direta ao aumento de quase 30% nos preços dos combustíveis neste ano – um impacto atribuído ao conflito no Oriente Médio. Mais de 30 navios permanecem à espera para carregar, criando um gargalo crítico na principal rota de exportação agrícola argentina.
A situação expõe uma fratura interna no setor de transporte e coloca pressão adicional sobre a economia argentina, que depende fortemente das exportações de commodities. Enquanto a maioria dos transportadores voltou ao trabalho, a persistência do bloqueio em Quequén sinaliza tensões localizadas que podem prolongar os atrasos e elevar os custos logísticos. O impasse mantém sob risco o fluxo de divisas e a confiabilidade das cadeias de exportação do país em um momento de volatilidade global.