Eduardo Bolsonaro acusa PF de tentar 'contornar lei dos EUA' e aponta crise diplomática com expulsão de delegado
O deputado federal Eduardo Bolsonaro acusou a Polícia Federal de tentar "contornar a lei dos Estados Unidos" e afirmou que a saída de um delegado da PF do território norte-americano expõe uma crise diplomática. A reação veio após a notícia de que o delegado Alexandre de Sousa Saraiva, que atuava como adido da PF em Washington, deixou os EUA após ter seu visto cancelado pelas autoridades locais.
Segundo a publicação, a saída do delegado ocorreu após uma investigação interna da PF sobre supostas irregularidades em suas atividades, que teriam violado regras de conduta e possivelmente leis americanas. A situação levou o governo dos EUA a não renovar sua credencial, efetivamente encerrando sua missão. Eduardo Bolsonaro, em suas declarações, interpretou o episódio como um sinal de grave desgaste nas relações bilaterais, sugerendo que a ação da PF foi mal conduzida e resultou em um constrangimento internacional.
O caso coloca sob escrutínio os protocolos de cooperação internacional da Polícia Federal e a gestão de seus adidos no exterior. A alegação de que uma agência brasileira tentou operar à margem da legislação estrangeira, se confirmada, pode gerar atritos duradouros e complicar futuras investigações conjuntas. O episódio também serve como um alerta sobre os riscos de ações unilaterais que desconsideram a soberania jurídica de um país parceiro, potencialmente minando a confiança essencial para a segurança colaborativa.