Governadora Celina Leão afirma que BRB foi vítima de fraude de R$ 146 milhões por ex-presidente Paulo Henrique Costa
O Banco de Brasília (BRB) foi declarado vítima de uma fraude de alto valor, conforme a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. A alegação aponta diretamente para o ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, atualmente preso pela Polícia Federal. A narrativa oficial, que inicialmente poderia envolver a instituição em esquemas de corrupção, é reposicionada pela autoridade máxima do DF, sugerendo que o banco público foi alvo, e não partícipe, de um desvio monumental.
A operação da PF, que levou à prisão de Costa em 16 de abril, descreve um esquema onde o ex-presidente do BRB teria recebido propinas no valor de R$ 146 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração da governadora busca isentar a administração atual e a instituição financeira de responsabilidade direta, atribuindo o episódio à conduta fraudulenta de um único executivo. O caso expõe uma grave falha de governança e controles internos em um banco público de grande relevância para a capital federal.
A afirmação de Celina Leão coloca o BRB sob um novo tipo de escrutínio: o de vítima institucional de um crime financeiro de larga escala. Contudo, a magnitude dos valores envolvidos – R$ 146 milhões em supostas propinas – levanta questões inevitáveis sobre os mecanismos de supervisão que permitiram tal operação. O desfecho judicial do caso contra Paulo Henrique Costa e as investigações sobre o papel de Daniel Vorcaro serão cruciais para determinar a extensão real do prejuízo ao banco e a validade da narrativa apresentada pela governança do Distrito Federal.