Aon: Interrupção de negócios e preço de commodities lideram riscos corporativos no Brasil
A interrupção de negócios e o risco ligado ao preço de commodities, seguidos pela escassez de materiais, são os principais riscos corporativos no Brasil. A constatação é da Pesquisa Global de Gestão de Riscos 2026 da consultoria Aon, que revela um ambiente de negócios nacional pressionado por fatores macroeconômicos e operacionais, especialmente sensível para uma economia com forte base exportadora.
O levantamento, que ouviu 155 executivos brasileiros entre um total global de 2.941, destaca a dependência crítica do país em relação a rotas comerciais globais e à infraestrutura logística. Essa vulnerabilidade explica por que a interrupção de negócios ocupa a primeira posição no ranking nacional de riscos. O estudo foi realizado antes do recente bloqueio ao Estreito de Ormuz, um gargalo estratégico para o comércio global, o que sugere que a percepção de risco já era elevada.
Outro ponto de tensão exclusivo do cenário brasileiro é a variação da taxa de câmbio, que aparece na 5ª posição entre os principais riscos no país, mas não figura no top 10 global. Essa divergência sinaliza as pressões específicas enfrentadas pelas corporações brasileiras, que operam em um contexto de volatilidade cambial e dependência de commodities, tornando-as particularmente expostas a choques na cadeia de suprimentos e na logística internacional.