Negociador iraniano acusa Trump: extensão do cessar-fogo é 'manobra para ganhar tempo' para ataque
A extensão do cessar-fogo com o Irã, anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, foi classificada como uma 'manobra para ganhar tempo' para um possível ataque surpresa. A acusação partiu de Mohammad Baqer Qalibaf, principal negociador e assessor do presidente do Parlamento iraniano, que alertou publicamente sobre a tática. A declaração de Trump na Truth Social, ordenando que as Forças Armadas americanas 'continuem o bloqueio' dos portos iranianos, sustenta a pressão militar enquanto as negociações seguem em um impasse.
O contexto da prorrogação revela uma complexa mediação regional. Segundo Trump, o pedido pelo cessar-fogo partiu do Marechal Asim Munir e do Primeiro-Ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. O presidente americano justificou a medida afirmando que o governo iraniano estaria 'seriamente fragmentado', e que a suspensão dos ataques daria tempo para que os líderes do país apresentassem uma proposta unificada. Essa narrativa, no entanto, é vista por Teerã como um pretexto para manter a pressão estratégica e preparar o terreno para uma ação militar.
A situação coloca o Paquistão em um papel crucial de intermediário, enquanto a retórica beligerante de Trump mantém o Irã sob constante ameaça. O bloqueio naval permanece como uma ferramenta de coerção, e a acusação de Qalibaf reflete a desconfiança profunda que permeia as relações bilaterais. O risco de uma escalada repentina persiste, com cada lado interpretando os movimentos do adversário como preparativos para um conflito mais amplo, transformando a trégua em um período de tensão máxima.