PM do RJ ocultou de ministério federal que câmeras estavam descarregadas na morte da médica Andréa Marins Dias
A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou ao Ministério dos Direitos Humanos que a captação das imagens do caso da médica Andréa Marins Dias estaria "sob investigação" — quando, na verdade, as câmeras do sistema de segurança estavam descarregadas no momento da morte dela. A omissão reacende dúvidas sobre a integridade das apurações iniciais e sobre o que as autoridades estaduais realmente sabiam sobre o estado dos equipamentos no horário do crime.
Andréa Marins Dias, médica de 39 anos, foi morta em ambiente institucional no estado do Rio. Desde o início, a versão oficial apresentada à União indicava que as imagens estavam em análise pericial, sem qualquer referência à indisponibilidade técnica dos registros. O despacho da PM obtenido pela investigação paralela sugere que houve esforço para proteger a narrativa inicial, evitando reconhecer publicamente a ausência total de filmagens que poderia explicar a dinâmica dos fatos.
O episódio eleva a pressão sobre a corporação, que já enfrenta desgaste por recentes episódios de violência letal no estado. Instituições de Direitos Humanos acompanha o caso com atenção redobrada, e há risco de que a omissão compromete a confiança em inquéritos conduzidos sob supervisão federal. A disparidade entre o relato oferecido ao governo federal e o estado real dos equipamentos pode desencadear questionamentos sobre qual versão dos fatos foi construida deliberadamente para blindar suspeitos ou minimizar falhas na segurança.