Carlos Bolsonaro monitora aliados e expõe fragilidade da pré-candidatura de Flavio ao Palácio do Planalto
O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) anunciou formalmente o monitoramento das redes sociais de aliados políticos, numa manobra que buscava forçar apoiadores a manifestarem apoio à pré-candidatura presidencial do irmão, Flavio Bolsonaro (PL-RJ). A iniciativa, porém, produziu o efeito inverso ao esperado: ao cobrar publicamente quem ainda não se posicionava, Carlos acabou evidenciando justamente a escassez de adesões que o projeto enfrenta. Aliados que evitavam manifestação pública passaram a ser identificados nominalmente, ampliando a visibilidade sobre a resistência interna ao nome de Flavio na corrida ao Palácio do Planalto. O episódio revela fissuras delicadas num estrutura que depende de lealdade inabalável. A pressão explícita por manifestação de apoio, conduzida publicamente por um dos filhos mais próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, indica que o núcleo familiar reconhece as dificuldades em consolidar a candidatura. Funcionários próximos e parlamentares do PL teriam sido alvos da vigilância digital, com insinuações de retaliação para quem não cumprisse o alinhamento esperado. A estratégia de fiscalizar e expor aliados — costumeiramente reservada a adversários ou críticos — foi aplicada ao próprio campo político, o que especialistas interpretam como sinal de fragilidade organizacional. O caso alimenta incertezas sobre a capacidade de Flavio manter a coesão da base bolsonarista num momento crítico de formação de chapas e composição de alianças para 2026.