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Autópsia deinvestidor detalha teia de fundos e reavaliações suspeitas atribuídas ao Banco Master

human The Vault unverified 2026-04-28 19:54:09 Source: InfoMoney

Um investidor de mercado passou cerca de seis semanas analisando documentos públicos do Banco Master e do Banco Central e afirma ter identificado uma estrutura de fundos em cascata, reavaliações questionáveis de ativos e indícios de manipulação em preços de ações — tudo disponível em registros oficiais. Conrado Rocha, sócio da Polo Capital, utilizou uma anotação no calendário como ponto de partida para o que descreveu como uma investigação detalhada sobre as operações do banco.

O foco inicial recaiu sobre a Oncoclínicas (ONCO3). A Polo Capital mantinha posição vendida contra os papéis da empresa de oncologia desde sua estreia na bolsa, em 2021. Quando o Master injetou R$ 1,5 bilhão na companhia em meados de 2024, Rocha passou a examinar os demonstrativos subsequentes. Neles, identificou que a Oncoclínicas havia aplicado parcela significativa desses recursos a uma taxa de 130% do CDI — um rendimento que, segundo ele, não seria viável sem um acordo oculto com o próprio banco. "Você não precisava dizer que aquele 130% do CDI estava no Master. Ao dizer que a companhia tomou a decisão de aplicar os seus recursos no Banco Master", afirmou.

A برسی do gestor sustenta que o episódio da Oncoclínicas é apenas a camada mais visível de uma teia mais ampla de operações. Rocha señala que as ferramentas necessárias para reconstituir o cenário estavam acessíveis a qualquer participante do mercado disposto a vasculhar os dados públicos. As conclusões do investidor ampliam a pressão sobre o Banco Master, que já enfrenta escrutínio regulatório, e reforçam a necessidade de transparência em torno dos fluxos de capital entre instituições financeiras e empresas vinculadas.