Eduardo Bolsonaro atribui-se protagonismo na rejeição de Messias ao STF e cita efeito borboleta
O Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reivindicou publicly o mérito político pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado Federal. Em pronunciamento após a votação, Eduardo afirmou que a vitória foi construída a "muitas mãos", mas destacou que ela "só foi possível pois Barroso saiu", em referência possivelmente à aposentadoria do ministro Luis Roberto Barroso, que abriu a vaga alvo da controvérsia.
Enquanto isso, o irmão senator Flavio Bolsonaro (PL-RJ) adotou publicamente distancia, evitando vincular-se diretamente à articulação que levou à rejeição da indicação do governo Lula. A diferença de posicionamento entre os dois filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro sinaliza tensão interna na estratégia bolsonarista — Eduardo assume publicamente o acerto político, enquanto Flavio preserva distância institucional para evitar desgaste com a base aliada no Senado.
A rejeição de Messias representa um dos mayores reveses legislativos do governo Lula na arena do STF. A movimentação evidenciou a capacidade de coordenação entre Legislativo e Judiciário na formação da composição da Corte. O episódio também expõe a continuidade da influência bolsonarista sobre a pauta do STF mesmo após o fim do mandato presidencial, com Eduardo posicionando-se como interlocutor central na definição dos rumos da mais alta instância judicial do país.