Novo questiona legalidade de presença de Andrei Rodrigues em evento do Banco Master em Londres
O diretório nacional do partido Novo protocolou duas representações junto a órgãos de controle pedindo a abertura de investigação sobre a atuação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após sua participação em um evento internacional custeado por agentes privados, entre eles o Banco Master — instituição que é alvo de investigações conduzidas pela própria PF. As representações sustentam que a presença do chefe da corporação em atividade financiada por entidade sob investigação representa risco de conflito de interesse e possivel vulnerabilidade às normas éticas que regem a conduta de agentes públicos.
O evento, realizado em Londres, contou com recursos de origens privadas, com destaque para o Banco Master. A participação de Andrei Rodrigues no custeio de terceiros levanta questionamentos sobre os limites da interface entre a alta liderança da PF e setores que mantêm pendências judiciais e investigatórias em curso. O partido argumenta que a combinação entre a posição institucional do diretor-geral e o financiamento externo configura cenário que demanda apuração sobre a regularidade do procedimento.
As representações foram encaminhadas ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República,devendo passar por análise preliminar antes de eventual instauração de procedimentos disciplinares ou penais. O caso amplifica a pressão sobre a conduta da direção da Polícia Federal em um momento de intensa movimentação nos inquéritos que envolvem o setor financeiro. A defesa de Andrei Rodrigues ainda não se pronunciou oficialmente sobre as alegações apresentadas pelo Novo.