Presidente do TST é acusado de intimidar colegas em batalha por cadeira no STF
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Pedro Duarte, enfrenta uma crise interna após acusações de que teria ameaçado colegas de tribunal para pavimentar uma candidatura ao Supremo Tribunal Federal (STF). Relatos de fontes judiciais dão conta de que a postura agressiva de Duarte dentro do tribunal gerou desconforto entre pares e reacendeu o debate sobre as regras de indicação para a Corte Suprema.
As ameaças supostamente teriam sido direcionadas a ministros que ocupam posições estratégicas no TST, incluindo o corregedor da corte. O episodio alimenta especulações de que Duarte mira a vaga aberta com a aposentadoria iminente de um ministro do STF, o que intensificaria a pressão sobre a estrutura interna do tribunal trabalhista. A conduta do presidente também levanta questões sobre o uso do cargo para alavancar ambições pessoais, prática que contraria expectativas de impartialidade institucional.
O caso coloca sob scrutiny o processo de escolha dos próximos ministros do STF, historicamente marcado por negociaçōes políticas. Dentro do próprio TST, a ofensiva de Duarte pode fragilizar a imagem da corte e afetar a moral dos magistrados. Para o meio jurídico, o episodio representa um teste sobre os limites éticos da competição por vaga na Suprema Corte, especialmente quando envolve pressões diretas entre colegas de carreira.