PF e PGR cruzam proposta de delação de Vorcaro com provas do celular no caso Banco Master
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República iniciam nesta semana a etapa mais delicada da negociação com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro: a verificação cruzada entre os fatos apresentados em sua proposta de delação premiada e o material probatório já securedido diretamente de seu celular e de outras frentes da Operação Compliance Zero. O objetivo é confirmar se o relato oferecido pelo banqueiro traz informações genuinamente novas ou apenas repete dados que os investigadores já possuem.
O documento entregue pela defesa de Vorcaro aos investigadores contém um conjunto de temas que abrangem políticos de diferentes espectros, incluindo nomes do chamado "centro" e um núcleo ligado ao BRB. Intermediários da negociação informam que Lula e o senador Flávio Bolsonaro não foram incluídos no texto. A proposta ainda não entrou no mérito de possíveis acordos sobre tempo de pena ou valores de ressarcimento ao erário, etapas que só serão discutidas caso a etapa inicial de validação seja superada.
O caso gira em torno de supostas irregularidades no processo de incorporação do Banco Master peloBanco Máximo. A delação, se efetivamente fechada e homologada pelo Supremo Tribunal Federal, pode recolocar o caso no centro do debate sobre governance bancária e influência política no sistema financeiro nacional, aumentando a pressão sobre figuras citadas nos relatos.