Governo acelera marco das terras raras no Senado após apresentar projeto a Trump em Washington
O Palácio do Planalto elevou a política de minerais críticos e estratégicos a prioridade absoluta na pauta do Senado, após a proposta ser aprovada na Câmara dos Deputados e apresentada diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião em Washington. O movimento sinaliza uma convergência entre a estratégia mineral brasileira e as pressões geopolíticas por cadeias de suprimentos diversificadas, com as terras raras no centro das atenções globais.
A proposta que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos ganhou status de instrumento de segurança econômica e soberania industrial. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a tramitação no Senado ocorrerá em ritmo acelerado, com expectativa de conclusão da votação ainda em maio. Lula, durante entrevista coletiva após o encontro com Trump, reforçou que o novo marco faz parte de uma estratégia nacional para proteger áreas consideradas sensíveis no setor mineral.
A articulação do governo busca capitalizar o momento favorable após a aprovação na Câmara, transformando o projeto em vitrine diplomática e econômica. Minerais críticos como terras raras são essenciais para tecnologias de defesa, semicondutores e transição energética, o que coloca o Brasil em uma posição estratégica frente à disputa entre Washington e Pequim por controle dessas cadeias produtivas. A velocidade na aprovação no Senado pode determinar o ritmo de investimentos e parcerias internacionais no setor.