Filho de assessor de Flávio Bolsonaro é exonerado 'por engano' de cargo no Rio após nomeação aos 18 anos
Um jovem de 18 anos, filho de assessor do senador Flávio Bolsonaro, foi exonerado de um cargo na Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro sob a justificativa de que a demissão ocorreu 'por engano'. A nomeação havia sido feita durante a gestão do governador Cláudio Castro, levantando questões sobre os critérios de contratação e a transparência nos processos seletivos do governo fluminense. O caso ganha relevância pelo vínculo familiar com o gabinete de um dos parlamentares mais conhecidos do país.
A informação sobre a exoneração 'por engano' chama atenção para o contexto da contratação original. O jovem assumiu o cargo em uma secretaria estadual assim que atingiu a maioridade civil, sem que houvesse, até o momento, esclarecimentos públicos sobre os requisitos cumpridos para a função ou sobre o processo seletivo que teria conduzido à nomeação. A conexão direta com o assessoramento parlamentar de Flávio Bolsonaro coloca em xeque a independência da decisão administrativa.
O episódio reacende o debate sobre práticas de nomeação em órgãos públicos do Rio de Janeiro e sobre a influência de conexões políticas em contratações governamentais. A justificativa de 'erro' na exoneração, sem maiores detalhes sobre como ou por que isso teria ocorrido, mantém o caso sob suspeita e pode intensificar a fiscalização sobre a Secretaria do Ambiente e sobre o padrão de indicações políticas no estado. A falta de transparência sobre os critérios de admissão e demissão alimenta questionamentos sobre a gestão de pessoal no governo Cláudio Castro.