Sem cobertura do FGC, fintech Naskar deixa 3 mil clientes sem acesso a R$ 1 bi desde maio
A fintech Naskar permanece inacessível desde 5 de maio, deixando aproximadamente 3 mil clientes sem conseguir movimentar recursos estimados em quase R$ 1 bilhão em patrimônios acumulados. A empresa, que atuava no segmento de investimentos e serviços financeiros digitais, gerou preocupação ao cessar completamente o atendimento e as operações sem qualquer comunicação oficial aos clientes afetados.
O caso ganha gravidade pela ausência de proteção do Fundo Garantidor de Créditos. Diferentemente de investidores em instituições financeiras tradicionais, os clientes da Naskar não dispõem dessa salvaguarda, o que significa risco elevado de perda total dos valores aplicados caso a situação não seja resolvida. A combinação entre a escala do patrimônio em jogo, o número de pessoas impactadas e a falta de transparência elevou a pressão sobre autoridades reguladoras e órgãos de defesa do consumidor para investigar o destino dos recursos.
O sumiço da fintech expõe fragilidades na supervisão de empresas que operam no mercado de capitais fora do sistema bancário convencional. Especialistas apontam que modelos de negócio baseados em plataformas digitais e promessas de retornos superiores exigem maior rigor na verificação de lastro e compliance. O episódio reforça debates sobre a necessidade de ampliar mecanismos de proteção ao investidor pessoa física em ambientes fintech, especialmente em um mercado brasileiro em rápida expansão digital.