CPI francesa revela que Louvre ignorou alertas de segurança por quase uma década antes do roubo de joias
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito da França revelou que o Museu do Louvre tinha conhecimento de falhas graves em seus sistemas de segurança pelo menos desde 2015, quase uma década antes do roubo de joias da Coroa do século XIX, ocorrido em outubro de 2025. A CPI foi criada em dezembro passado para investigar deficiências nos museus franceses após o furto, que resultou na perda de peças avaliadas em mais de US$ 100 milhões (R$ 489 milhões).
Segundo documento ao qual a AFP teve acesso, os parlamentares identificaram que as "deficiências em termos de segurança" no Louvre já eram "conhecidas" por meio de uma série de relatórios internos, incluindo duas auditorias realizadas em 2017 e 2019. O relatório da comissão afirma que essas falhas foram sistematicamente "deixadas em segundo plano, atrás dos objetivos de projeção e influência, transformados em prioridades" pela administração do museu.
O caso levanta agora questões sobre a governança de instituições culturais francesas e a alocação de recursos destinados à proteção de acervos de valor incalculável. O Louvre, que recebe milhões de visitantes diariamente, enfrenta pressão para explicar por que os alertas técnicos não foram suficientes para desencadear medidas corretivas. O presidente da CPI, deputados Alexis Corbière, deve apresentar as conclusões finais à Assembleia Nacional nas próximas semanas.