PL de Valdemar condiciona candidatura de Cláudio Castro ao Senado à reversão da condenação do TSE
A candidatura do ex-governador Cláudio Castro ao Senado pelo Rio de Janeiro está suspensa por um fio jurídico. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que o partido 'não vai correr risco' e só manterá Castro como candidato se ele conseguir reverter a condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornou inelegível até 2030. A decisão esvazia o apoio partidário imediato e coloca o futuro político do ex-governador inteiramente nas mãos dos tribunais.
A condenação, decidida por cinco votos a dois, foi por abuso de poder político e econômico na campanha de 2022. Os ministros do TSE entenderam que Castro teve participação direta em um esquema que usou a estrutura da Fundação Ceperj e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) para contratar cabos eleitorais, distribuindo cargos e recursos públicos para ampliar apoio político durante o período eleitoral. A punição é um golpe severo na base de poder construída pelo ex-governador.
Agora, a pressão recai sobre Castro e sua equipe jurídica. O ex-governador já anunciou que vai recorrer da decisão no próprio TSE, buscando uma reviravolta. A postura de Valdemar, no entanto, transforma o processo eleitoral em um jogo de espera judicial. O PL, partido central na base do governo federal, demonstra cautela extrema para não se envolver em um processo eleitoral marcado por uma inelegibilidade confirmada, sinalizando que a lealdade partidária tem limites claros diante de riscos legais concretos. A disputa pelo Senado fluminense aguarda, portanto, uma decisão de última instância.