Gilmar Mendes revela: PF relatou que 32 ou 34 deputados da Alerj recebiam 'mesada do bicho'
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, expôs publicamente um relato explosivo da Polícia Federal: de 32 a 34 parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) recebiam uma 'mesada' do jogo do bicho. A declaração foi feita durante o julgamento sobre a eleição para o mandato-tampão no estado, revelando uma suposta rede de corrupção que atinge o coração do poder legislativo fluminense. Gilmar citou uma conversa direta com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, como fonte da informação, acrescentando um comentário contundente sobre a situação: 'Deus tenha piedade do Rio de Janeiro'.
O relato surge em um momento de extrema tensão política, com o presidente da Alerj preso e o STF deliberando sobre o futuro do governo estadual. A menção específica ao 'jogo do bicho' – uma atividade ilegal historicamente ligada a milícias e ao crime organizado no Rio – amplia drasticamente as implicações da denúncia. Não se trata apenas de corrupção comum, mas de uma suposta infiltração do crime organizado na estrutura legislativa, financiando deputados com pagamentos regulares.
A revelação, feita no plenário da mais alta corte do país, coloca a PF e o STF sob pressão para investigar e agir. A citação de Gilmar Mendes de que o estado está 'longe de Deus' e 'próximo das milícias e do crime' reflete uma percepção institucional alarmante da degradação da segurança e da política no Rio. O caso agora transcende o julgamento em curso, transformando-se em um escândalo de Estado que pode desencadear novas operações da PF, pedidos de investigação no Congresso e um profundo escrutínio sobre cada um dos 32 ou 34 nomes supostamente envolvidos.