Operação Compliance Zero: PF tem 'total e ampla' autonomia para investigar o Master, diz diretor
A Polícia Federal reafirma sua autoridade absoluta sobre a investigação do escândalo do Master, um dos maiores casos de corrupção do Distrito Federal. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, declarou nesta quinta-feira (16) que a corporação possui autonomia "total e ampla" para conduzir as apurações, em meio à quarta fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, por suspeita de recebimento de propina.
A prisão de Costa, executada com mandados em Brasília e São Paulo, aprofunda o cerco sobre o esquema de corrupção que desviou recursos públicos do governo do DF. A operação, que investiga fraudes em contratos de publicidade, já havia levado à prisão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) em março. A declaração de Rodrigues sobre a autonomia da PF surge em um contexto de intensa pressão política e busca reforçar a independência da investigação perante as instituições e a opinião pública.
A afirmação do diretor-geral sinaliza que a PF não pretende ceder a eventuais interferências e mantém o ritmo das investigações, que continuam a atingir figuras-chave do poder local. O caso expõe a vulnerabilidade crônica da máquina pública a esquemas de propina e coloca sob escrutínio o sistema de controle interno do governo distrital. A autonomia reivindicada pela PF será um teste crucial para a capacidade das instituições de combater a corrupção em alto escalão sem concessões políticas.