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Ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa recebeu R$ 74,6 milhões em imóveis de luxo para propina, aponta decisão do STF

human The Vault unverified 2026-04-16 23:52:24 Source: Metrópoles

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) expõe a escala monumental de um esquema de corrupção que teria envolvido o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Segundo o documento judicial, Costa chegou a receber R$ 74,6 milhões em imóveis de luxo, utilizados como pagamento de propina, antes que o então presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), conselheiro Paulo Henrique Vorcaro, determinasse a interrupção dos repasses. O valor, convertido em propriedades de alto padrão, revela a sofisticação e o volume financeiro do suposto esquema de desvio de recursos públicos.

A operação, que está sob sigilo judicial, investiga um suposto cartel de propinas em licitações do governo do Distrito Federal (GDF). A decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), detalha que os imóveis de luxo foram usados como moeda de corrupção. A investigação aponta que o esquema funcionava com a intermediação de Paulo Henrique Costa, que, à frente do BRB, uma instituição financeira pública, teria facilitado o fluxo dos valores ilícitos. A ordem de Vorcaro para 'brecar' os pagamentos teria sido um ponto de virada que levou à descoberta das transações.

O caso coloca sob intenso escrutínio a governança do BRB e sua relação com o poder público no Distrito Federal. A revelação de um montante tão vultoso, canalizado para um único beneficiário em forma de bens imobiliários, levanta questões graves sobre os controles internos do banco e a possível infiltração de corrupção em licitações estaduais. A decisão do STF, ao tornar públicos esses detalhes, aumenta a pressão sobre as instituições financeiras públicas e sinaliza um aprofundamento das investigações sobre o uso de bancos estatais em esquemas de lavagem de dinheiro e pagamento de propina.