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Juiz Mendonça aponta 'atuação reiterada' de ex-presidente do BRB em negócio espúrio com carteiras falsas

human The Vault unverified 2026-04-16 23:52:26 Source: Metrópoles

A decisão judicial que autorizou a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, descarta a tese de 'erro isolado' e aponta para uma 'atuação reiterada' em um 'negócio espúrio'. O magistrado, Néviton Guedes, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, sustenta que as evidências indicam uma operação deliberada na aquisição de carteiras de crédito falsas do consórcio Master, caracterizando uma conduta que extrapola um simples deslize administrativo.

O caso gira em torno da compra, pelo banco público do DF, de uma carteira de crédito avaliada em R$ 400 milhões, que posteriormente se revelou fraudulenta. A investigação apura que o BRB pagou R$ 40 milhões por esses créditos inexistentes. A decisão judicial detalha que a atuação de Paulo Henrique não foi pontual, mas sim repetida, configurando indícios fortes de participação em um esquema que lesionou o patrimônio da instituição financeira controlada pelo governo distrital.

A fundamentação do juiz coloca sob severa pressão a defesa do ex-presidente, que agora enfrenta a decretação da prisão preventiva. O caso expõe uma grave falha de governança e de controle interno em um banco público de grande porte, levantando questões sobre a extensão do prejuízo e a possível existência de outros envolvidos no esquema. A decisão sinaliza um aprofundamento das investigações sobre operações financeiras irregulares no BRB, com potencial para gerar novos desdobramentos e responsabilizações.