Novo acusa AGU e Ministério da Justiça de inércia no bloqueio de bens do 'Careca do INSS' no exterior
A bancada do Partido Novo acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para denunciar uma aparente paralisia do governo federal. Em uma representação protocolada no início do mês, os parlamentares apontam uma "inércia" explícita da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério da Justiça em rastrear e bloquear os ativos de Antonio Camilo Antunes, o "Careca do INSS", localizados fora do Brasil. Apesar de existirem, segundo o partido, "elementos robustos" para a ação, os órgãos responsáveis ainda não iniciaram os procedimentos necessários, deixando um caminho aberto para a possível preservação de recursos desviados.
O pedido formal ao TCU é direto: que a corte determine, via medida cautelar, que a AGU e o MJ iniciem imediatamente o processo de localização e bloqueio dos bens no exterior. A figura central, Antonio Camilo Antunes, tornou-se notório por seu envolvimento em um grande esquema de corrupção no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e a lentidão na execução das medidas de recuperação de ativos levanta questões sobre a efetividade da máquina estatal em casos de alto impacto financeiro.
A pressão política agora se desloca para o TCU, que deve avaliar a legalidade da representação e a possível omissão dos órgãos federais. A inação, se confirmada, não apenas prejudica a recuperação de valores públicos, mas também mina a credibilidade das operações de combate à corrupção transnacional. Até o momento, as pastas da AGU e do Ministério da Justiça, procuradas para se manifestar, mantiveram silêncio, aprofundando a percepção de um impasse operacional que beneficia o acusado.